Não é de hoje que Brian Michael Bendis é reverenciado como um dos grandes nomes dos quadrinhos no século 21. Afinal de contas ele reinventou o universo Marvel Ultimate, fez coisas mirabolantes com o Demolidor, idealizou Invasão Secreta e escreveu Dinastia M. Quase todas, séries muito boas. Mas eu me surpreendi mesmo quando ele resolveu transformar uma antiga heroína em uma detetive particular!Jessica Jones, antes uma justiceira uniformizada, passou a ser uma investigadora particular patética, onde sua agência, a Codinome Investigações, não tem grana nem para pagar um funcionário sequer e os clientes são cada vez mais escassos. Mas eis que, em uma investigação, ela descobre a identidade secreta de alguém muito, mas muito importante! É neste contexto que se desenrola a trama, com excelentes diálogos, ação e um realismo que só se vê em quadrinhos de super-heróis de selos mais adultos, como MAX e Wildstorm.
A série saiu na revista mensal (já cancelada, infelizmente) Marvel MAX, da editora italiana Panini. Apesar dos protestos (inclusive meus, porque eu comprava a revista), a Panini resolveu encadernar a série escrita por Bendis, e em capa dura. Isso é uma notícia ruim? Claro que não! Quanto mais publicações, quanto maior a variedade, melhor pra todo mundo. Mas porque lançar uma série que já foi publicada em uma revista mensal e deixar outras séries incompletas, como Justiceiro do Garth Ennis? E por que a capa dura?
Sou a favor da popularização dos quadrinhos, mas uma revista em formato de luxo, com capa dura e por R$62,00 vai contra o termo "popularizar". Só espero que dê certo e que o mercado só tenha a ganhar com mais este lançamento.
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